Brasileiro não sabe se respeitar

Faz tempo que venho querendo escrever este texto. Vários fatos do dia-a-dia me mostram, cada vez mais, que brasileiro ainda é (e pelo jeito vai ser durante MUITO tempo) um povo individualista.

Vamos começar pelo maldito metrô. Sim. O Metrô.

Todos os dias eu uso o metrô pra vir trabalhar, ir pra faculdade e etecetera (sim, eu uso o metrô pra etecetera, ok?)

Pois bem. Na maior parte das vezes que eu utilizo-me de tal meio de trasnporte, é horário de pico. Ou seja, mais “pessoas” por metro quadrado do que se pode imaginar. Sim, mais do que você está imaginando Agora.

Pois bem. Quem me conhece sabe que eu sou um cara super educado. Do tipo que pede desculpas ao pisar no pé de um desconhecido.

Agora, imagine a situação. 8h10 da manhã. Você passou mal no metrô no dia anterior simplesmente pelo fato dele estar lotado (pressão sobe e bla bla bla. não vou entrar em detalhes). Chega a estação do Brás. A porta atrás de você se abre. As pessoas VEÊM quem se elas tentarem entrar elas vão machucar quem já está lá dentro. E aí começa o empurra-empurra. E eu, como toda pessoa educada, levanto meus humildes cotovelos na altura dos rostos das pessoas. Nunca tinha tido problemas com isso, sempre havia funcionado. Porém, hoje, tinha um cara metido a Bad Boy querendo pagar de machão ou qualquer outra espécie. E eis que ele tenta abaixar um dos meus cotovelos logo após o mesmo atingir seu pescoço e me pde educadamente “Licença, porra”. COMO ASSIM? Não cabe mais nem um peido dentro do metrô e o desgraçado ainda vem me pedir “licença, porra”?! Não tive a menor duvida: “Licença é o caralho. Não cabe mais ninguém aqui” e empurrei o meliante pra fora do trem. As pessoas dentro do trem se afastaram, não sei por quê. Mas divago. Foi uma viagem tranquila até meu destino.

O dia correndo normalmente quando fico sabendo que o Calypso foi indicado ao Nobel da Paz. E ao invés de eu ver pessoas reconhecendo o ato, o que eu vejo? Pessoas levando em consideração o TIPO DE MÚSICA que a banda toca. COMO ASSIM?!?!² Eu acho que esssas pessoas deveriam levar em consideração as ações humanitárias que a banda REALMENTE promove, ao invés de se fundar em preconceitos idiotas sobre o tipo de música pra criticar a indicação.

Parabéns a banda Calypso pela indicação ao Nobel da Paz. Merecido, eu diria.

E se você for o cara que foi empurrado pra fora do metrô hoje, eu ficaria feliz em ler um comentário seu sobre isso. Grato.

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No subterrâneo

Eu nunca  pensei que pudesse existir vida fora da terra. Ou debaixo dela, como é o caso. A questão é que, mesmo que existisse, eu nunca achei que iria presenciar as atividades desses povos. Daqueles de de fora da terra eu nunca presenciei. Só que hoje, em plena sexta feira, eu precisei presenciar a atividade daqueles que, daqui pra frente, eu vou chamar de povo subterrâneo.

Eu desci até o primeiro nível… Haviam alguns poucos habitantes, ou visitantes, como eu, não sei distinguir ao certo um do outro. O povo subterrâneo se parece demais com as pessoas normais. Eles estavam todos aglomerados. Pareciam esperar por alguma coisa. Me aproximei, sem falar com ninguém. Evitava até olhar para os lados. De repente, o chão estremeceu. Um vento forte atingiu a todos. As pessoas nem se abalaram. Eu não esperava por aquilo. Do nada, surgiu uma criatura metálica… As pessoas não a temiam. Ao contrário, se aproximavam da criatura. Alvoroçados, se aproximavam daquela coisa. A coisa abriu suas entranhas e algumas pessoas se livraram. Mas todos aqueles que estavam do lado de fora, entraram. Isso mesmo, entraram na criatura. Como elas pareciam não ter medo, resolvi me arriscar um pouco. Adentrei a criatura e, or incrivel que pareça, não era tão ruim. Havia várias pessoas em pé e, pasmem, bancos! Bancos para que as pessoas se sentassem. Encontrei um banco vazio e me sentei. Fiquei ali durante algum tempo, até que a criatura começou a se mover. Ele repetiu este movimento várias vezes. Comecei a cansar. Resolvi descer assim que ela abrisse suas entranhas novamente. E foi isso que eu fiz. Parei num lugar com várias e várias pessoas.

Segui o fluxo do movimento e qual foi a minha surpresa ao ver que as pessoas se dirigiam para outra criatura metálica? Tentei escapar, mas a multidão me arrastou pra dentro da criatura novamente. Finalmente, alguns minutos depois, consegui escapar. Tentei fugir daquele lugar. Mas a única saída era entrar em outras daquelas coisas terríveis. Assim que ela parou eu vi pessoas saindo… Eu vi a luz da superfície, e saí. Subindo na direção da luz, logo eu estava, novamente, de volta ao mundo normal.

Cara, eu odeio pegar metrô lotado. Principalmente às sextas-feiras.

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